Monday, January 23, 2006

O que eles descobrem...

Um passo contra o cancro de pele

Uma equipa de investigadores liderados pelo químico Bern Kohler, da universidade de Ohio (Estados Unidos), acaba de descobrir que o ADN dissipa a radiação ultravioleta (raios solares malignos) de uma forma muito diferente do que se pensava. Até agora, os cientistas acreditavam que os raios ultravioleta (UV) causavam mutações por danificarem as ligações que unem os pares de bases e formam os “degraus” da dupla hélice de ADN, cuja estrutura recorda uma escada de caracol. No entanto, Kohler garante que a molécula da hereditariedade dissipa a energia dos raios UV num tipo de onda que progride por um dos “corrimãos” da escada, isto é, por uma das bases que lhe estão imediatamente acima ou abaixo. A descoberta é mais um passo para compreender os efeitos negativos da radiação solar [assim como o papel da cadeia de ADN na defesa do organismo], que podem degenerar em cancro de pele.

Texto retirado da revista "Superinteressante" do Mês de Fevereiro de 2006


O texto que se segue irá demonstrar que os geneticistas não se ocupam apenas com o estudo do genoma humano. Dedicam-se também ao estudo do material genético de alguns vírus que têm assolado a população mundial, para que um dia estas doenças possam ser combatidas eficazmente. Mas nem sempre e possível lutar contra a natureza…

Vacina contra malária pode ser impossível, dizem geneticistas

Cientistas nos Estados Unidos sugerem que pode ser impossível desenvolver uma vacina eficaz contra a malária.

Os pesquisadores realizaram testes genéticos no parasita responsável pela doença e descobriram que o plasmodium falciparum é geneticamente muito complexo.
Essa complexidade pode explicar porque o parasita pode evoluir e se tornar resistente a muitos medicamentos formulados para combater a malária.
Essa capacidade de evolução também dificulta o desenvolvimento de uma vacina ainda mais do que se previa anteriormente.

Genomas
Estima-se que a malária mata cerca de 2 milhões de pessoas anualmente - a maioria crianças.
Tentativas de combater a doença têm eficácia limitada.
Pesquisadores dos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos realizaram testes em cinco parasitas do tipo plasmodium falciparum - um de cada parte do mundo.
Eles analisaram os genomas dos parasitas e constataram que são muito diferentes. Isso levou os cientistas a concluírem que seu ancestral comum mais recente deve ter vivido num período entre 100.000 e 180.000 anos atrás. Também foi testada a exposição dos parasitas à clorquina, um dos medicamentos usados para prevenir a malária.
Os pesquisadores constataram que a resistência à droga remonta à década de 50 e a eventos específicos no sudeste da Ásia, América do Sul e Papua-Nova Guiné.Mas eles também descobriram que o surgimento de malária resistente a medicamentos na África na década de 70 estava ligado ao surto ocorrido no sudeste da Ásia 20 anos antes.
Com isso, os cientistas dizem que os testes mostraram que o parasita pode evoluir e se tornar resistente a medicamentos relativamente rápido.
Eles acreditam ainda que a resistência às drogas pode se propagar por continentes sem grande dificuldade.

www.bbc.co.uk/portuguese/ciencia/020718_malariag.shtml

Wednesday, December 21, 2005

Uma Solução Futura

A clonagem terapêutica pode tornar-se uma mais valia para famílias que à partida estavam condenadas a não ter descendência, por terem receio que esta nascesse com um qualquer tipo de doença.

Depois de calculados todos os riscos e consequências, estaremos confiantes e prontos para utilizar a clonagem terapêutica como um meio de prevenção e tratamento de doenças que hoje em dia tiram a vida a quem sofre de alguns males incuráveis.
Não temos ainda certezas, e este processo não é totalmente viável, pois há sempre o risco de algo correr mal, mas se não se investir e começar a pensar na clonagem terapêutica como uma ciência disponível, e que nos trará bastantes benefícios, a ciência não irá evoluir e iremos permanecer no mesmo ponto de situação, em termos de melhoramento do nível de vida das pessoas.

Algumas pessoas perguntam-se: será correcto criarem-se embriões humanos irão servir apenas para que outros seres tenham uma vida saudável? Então nós agora perguntamos: será correcto criar embriões humanos para a fertilização in vitro e apenas ser utilizado um desses embriões, enquanto os outros são “arrumados a um canto”?
Nós temos a nossa hipótese de resposta que nos parece ser a que mais se aproxima do que deve, efectivamente ser feito. Porque não aproveitar os milhares de embriões humanos inutilizados para realizar a clonagem terapêutica? Acabavam-se os problemas de armazenamento destes embriões e poderíamos proporcionar uma vida mais saudável, e em muitos casos salvar vidas, a muitas pessoas que morrem todos os anos com doenças que não têm cura.

Há ainda as questões económicas. É certo que todas as investigações que giram em torno deste processo são muito dispendiosas. Porém é sabido que muito dinheiro, que podia ser melhor aproveitado diga-se de passagem, continua a ser gasto em coisas supérfluas e insignificantes quando comparadas com o valor de uma vida.

Temos alternativa. Resta apenas que nos deixem desenvolver esta esperança para que possamos proporcionar mais sorrisos pelo mundo fora.

Defensores da clonagem reprodutiva

1.Na Europa destaca-se o ginecologista italiano Severino Antinori, em Março de 2001, anunciou em Roma que iria começar a clonar as primeiras crianças, dispondo já de cerca de 600 mulheres voluntárias em Itália e nos EUA dispostas a gerarem estes embriões. Israel foi o país escolhido para a realização desta experiência. Neste trabalho conta com a colaboração do biólogo molecular israelita Avi Ben Abraham e do médico Panaiotis Zavos, do Instituto Americano de Andrologia (EE UU). Antinori é muito conhecido em Itália, pelas suas experiências em induzir gestações viáveis em mulheres que há muito haviam terminado o seu período de fertilidade.

2. Na América do Norte, destaca-se Rael, o líder de uma seita defensora da clonagem humana. Entre os membros desta seita contam-se biólogos e especialistas em reprodução assistida. Rael afirma que em breve irá clonar as células do uma criança já morta, num laboratório secreto que possui nos Estados Unidos. Trata-se do filho de um casal dos EUA que morreu devido a um erro médico. O casal colocou à disposição da seita para esse fim, a indemnização que recebera do Hospital pela morte do filho. Rael afirma que já esteve numa nave de extraterrestres, como convidado, onde comprovou que os mesmos eram seres clonados. Em termos ideológicos afirma que este método permitirá aperfeiçoar o ser humano, defendendo que proibir estas experiências é impedir o avanço ciência. A ciência é a única "religião" em que acredita.

O principal argumento desta corrente, assenta no seguinte princípio: nada do que pode ser experimentado, deve deixar de o ser para o bem do conhecimento científico.
No futuro, afirmam os defensores da clonagem humana, nada pode impedir que:
-Um casal que não pode ter filhos por um processo natural, o não possa fazer através da clonagem.
-A interrupção não desejada no desenvolvimento de um feto, não possa ser concluída através da clonagem.
-Um casal homossexual não possa ter filhos através da clonagem.
-Uma criança morta prematuramente não possa reviver através da clonagem.

http://afilosofia.no.sapo.pt/10clonagem.htm

Wednesday, November 30, 2005

Clonagem


“Em 1997, um grupo de investigadores escoceses, liderados por Ian Wilmut, anunciou ter clonado uma ovelha adulta. Para isso, este grupo de investigadores transplantou uma célula das glândulas mamárias de uma ovelha para um ovo não fertilizado de outra ovelha.
Após ter cultivado estas células num Maio de cultura apropriado, este grupo parou o ciclo celular em G0. Seguidamente, fundiu estas células com ovos de ovelha, nos quais havia sido removido o núcleo. As células resultantes desenvolveram embriões que foram implantados numa outra ovelha. Só um das centenas destes embriões completou o seu desenvolvimento.”

Texto retirado do livro de Biologia do 11ºano “Biologia e Geologia” da Areal Editores



Clonagem Terapêutica

Nos princípios de 2001, o governo da Grã-bretanha deu luz verde à clonagem de embriões humanos com fins terapêuticos. Sendo assim o primeiro governo do mundo a fazê-lo.
Estamos perante um tipo de clonagem que tem gerado um largo consenso favorável entre a comunidade científica por permitir a realização de alguns dos mais desejados sonhos científicos.
A maioria dos investigadores acredita que a clonagem terapêutica pode revolucionar a medicina, ao permitir desenvolver todo o tipo de tecidos (incluindo nervos, músculos, sangue e ossos) a partir de células mães, isto é, das que constituem um embrião com poucos dias antes de estas começarem a diferenciar-se.
Poder-se-ia substituir tecidos danificados por tecidos sãos, o que permitiria lutar contra muitas enfermidades degenerativas que hoje não têm cura, como a doença de Parkinson, Alzheimer e certas debilidades cardíacas.
Seriam possíveis grandes avanços, nomeadamente na resolução do problema da rejeição dos transplantes. Se uma pessoa recebe um tecido que provêm do seu próprio corpo, o sistema imunológico não o ataca. Esta técnica foi já comprovada em ratos.
Por último, dava-se ainda utilidade a milhões de embriões congelados que estão armazenados nas clínicas de fecundação in vitro espalhadas pelo mundo e que ainda não têm definido o seu futuro.

Pesquisa elaborada através do motor de pesquisa “Google”

Monday, November 21, 2005

Entrevista a René Herrera

“Em busca do ADN” poderia ser o lema deste “Indiana Jones” da genética, que aos 52 anos continua a percorrer o mundo na senda das migrações humanas, para compreender a nossa história e a tendência ou resistência das diversas populações a certas doenças hereditárias. No futuro, quando a tecnologia o permitir, o material recolhido por René Herrera estará disponível para ser estudado e usado em tratamentos de medicina para lutar contra as doenças genéticas. Como descreve o trabalho realizado pelo seu laboratório?
Uma boa parte dos nossos esforços é dirigida para a recolha de amostras de ADN das populações do mundo, para serem guardadas num banco que nos ajude a estudar as variações genéticas entre grupos humanos. É uma ferramenta que nos permitirá estudar a viagem que os homens empreenderam como espécie, e como conseguimos ocupar os diversos pontos do planeta.

Quantas amostras já têm?
Cerca de 10 mil, de mais de 200 populações humanas, entre as recolhas que nos próprios fazemos e algumas amostras enviadas por colegas de todo o mundo, de populações asiáticas, centro-americanas, africanas, europeias e do Pacifico Sul. Temos também tecidos de múmias sul-americanas, matéria cinzenta intacta dos primeiros habitantes da Florida e sangue de várias tribos. É um dos maiores bancos mundiais de ADN humano. Está em refrigeradores que contêm milhares de tubos, cada um com uma história para contar.

Por que é tão importante conservar o ADN desses povos?
Porque a sua relativa pureza genética se perderá para sempre na inevitável mistura inter-racial que se verifica em todo o planeta. Com o progresso dos transportes e comunicações, nem a mais remota tribo indígena está isenta de entrar em contacto com outras populações e perder essa distinção que a torna única. E sobretudo porque, dado que muitos grupos humanos são susceptíveis ou resistentes a doenças genéticas, o ADN que recolhemos e guardamos permitira, quando houver tecnologia para isso, estuda-las e trata-las com meios de engenharia genética. Talvez no futuro possamos encontrar uma cura permanente para certas doenças modificando ou substituindo o material genético conservado.

Como recolhem esse material?
Organizo expedições anuais com os meus alunos do grupo de Diversidade de Genética Humana para recolher amostras de sangue ou tecidos de populações que ainda não se tenham misturado. Depois de recolhidas as amostras são armazenadas no nosso laboratório.

O que fazem com as amostras de sangue recolhidas?
Em alguns casos, imortalizamo-las, o que é mais do que um termo poético. O que fazemos é isolar os glóbulos brancos de cada amostra numa centrifugadora, e depois infectamo-los com o vírus de mononucleose, que transforma as células brancas em cancerosas, isto é, torna-as imortais porque os tumores nunca morrem. Este procedimento permite ás células crescer e multiplicarem-se em qualquer momento. É possível congelá-las e descongelá-las várias vezes e continuar a trabalhar com elas. Embora o vírus transforme as células, é pouco provável que afecte os genes que irão ser submetidos a estudos posteriores. Por isso, imortalizar uma amostra de sangue é muito mais do que congelá-la. Porém, na maioria dos casos, o que fazemos é purificar o ADN do sangue ou dos tecidos e congelá-lo, sem conservar as células.

Como vê o futuro da biologia e da engenharia genética?
A tecnologia avança a passos de gigante. Actualmente, levamos semanas ou dias a fazer o que há cinco anos levava meses. Se vier falar comigo daqui a um mês, terei uma novidade com a qual não contava. Para mim, é um privilégio viver nesta época.

Texto retirado da revista Super Interessante de Dezembro de 2005

Friday, November 18, 2005

O objectivo deste blog...

Criamos este blog no âmbito de um trabalho da disciplina de biologia e para podermos divulgar os conhecimentos que possuímos sobre a manipulação genética. Neste espaço aproveitaremos também para explicitar a posição da maioria dos geneticistas em relação este tema. Esperemos que este blog seja útil para quem o consultar e que possa esclarecer as mais variadas duvidas que possam ter.

Neste blog pretendemos defender a nossa posição em relação à clonagem terapêutica. Somos geneticistas, amamos a vida, e por isso somos a favor da clonagem com fins terapêuticos e a favor do investimento em técnicas que visem o melhoramento da qualidade de vida das pessoas. Sabemos que assim poderemos salvar vidas, sabemos que assim poderemos oferecer um futuro mais risonho a toda a população.