Wednesday, November 30, 2005

Clonagem


“Em 1997, um grupo de investigadores escoceses, liderados por Ian Wilmut, anunciou ter clonado uma ovelha adulta. Para isso, este grupo de investigadores transplantou uma célula das glândulas mamárias de uma ovelha para um ovo não fertilizado de outra ovelha.
Após ter cultivado estas células num Maio de cultura apropriado, este grupo parou o ciclo celular em G0. Seguidamente, fundiu estas células com ovos de ovelha, nos quais havia sido removido o núcleo. As células resultantes desenvolveram embriões que foram implantados numa outra ovelha. Só um das centenas destes embriões completou o seu desenvolvimento.”

Texto retirado do livro de Biologia do 11ºano “Biologia e Geologia” da Areal Editores



Clonagem Terapêutica

Nos princípios de 2001, o governo da Grã-bretanha deu luz verde à clonagem de embriões humanos com fins terapêuticos. Sendo assim o primeiro governo do mundo a fazê-lo.
Estamos perante um tipo de clonagem que tem gerado um largo consenso favorável entre a comunidade científica por permitir a realização de alguns dos mais desejados sonhos científicos.
A maioria dos investigadores acredita que a clonagem terapêutica pode revolucionar a medicina, ao permitir desenvolver todo o tipo de tecidos (incluindo nervos, músculos, sangue e ossos) a partir de células mães, isto é, das que constituem um embrião com poucos dias antes de estas começarem a diferenciar-se.
Poder-se-ia substituir tecidos danificados por tecidos sãos, o que permitiria lutar contra muitas enfermidades degenerativas que hoje não têm cura, como a doença de Parkinson, Alzheimer e certas debilidades cardíacas.
Seriam possíveis grandes avanços, nomeadamente na resolução do problema da rejeição dos transplantes. Se uma pessoa recebe um tecido que provêm do seu próprio corpo, o sistema imunológico não o ataca. Esta técnica foi já comprovada em ratos.
Por último, dava-se ainda utilidade a milhões de embriões congelados que estão armazenados nas clínicas de fecundação in vitro espalhadas pelo mundo e que ainda não têm definido o seu futuro.

Pesquisa elaborada através do motor de pesquisa “Google”

Monday, November 21, 2005

Entrevista a René Herrera

“Em busca do ADN” poderia ser o lema deste “Indiana Jones” da genética, que aos 52 anos continua a percorrer o mundo na senda das migrações humanas, para compreender a nossa história e a tendência ou resistência das diversas populações a certas doenças hereditárias. No futuro, quando a tecnologia o permitir, o material recolhido por René Herrera estará disponível para ser estudado e usado em tratamentos de medicina para lutar contra as doenças genéticas. Como descreve o trabalho realizado pelo seu laboratório?
Uma boa parte dos nossos esforços é dirigida para a recolha de amostras de ADN das populações do mundo, para serem guardadas num banco que nos ajude a estudar as variações genéticas entre grupos humanos. É uma ferramenta que nos permitirá estudar a viagem que os homens empreenderam como espécie, e como conseguimos ocupar os diversos pontos do planeta.

Quantas amostras já têm?
Cerca de 10 mil, de mais de 200 populações humanas, entre as recolhas que nos próprios fazemos e algumas amostras enviadas por colegas de todo o mundo, de populações asiáticas, centro-americanas, africanas, europeias e do Pacifico Sul. Temos também tecidos de múmias sul-americanas, matéria cinzenta intacta dos primeiros habitantes da Florida e sangue de várias tribos. É um dos maiores bancos mundiais de ADN humano. Está em refrigeradores que contêm milhares de tubos, cada um com uma história para contar.

Por que é tão importante conservar o ADN desses povos?
Porque a sua relativa pureza genética se perderá para sempre na inevitável mistura inter-racial que se verifica em todo o planeta. Com o progresso dos transportes e comunicações, nem a mais remota tribo indígena está isenta de entrar em contacto com outras populações e perder essa distinção que a torna única. E sobretudo porque, dado que muitos grupos humanos são susceptíveis ou resistentes a doenças genéticas, o ADN que recolhemos e guardamos permitira, quando houver tecnologia para isso, estuda-las e trata-las com meios de engenharia genética. Talvez no futuro possamos encontrar uma cura permanente para certas doenças modificando ou substituindo o material genético conservado.

Como recolhem esse material?
Organizo expedições anuais com os meus alunos do grupo de Diversidade de Genética Humana para recolher amostras de sangue ou tecidos de populações que ainda não se tenham misturado. Depois de recolhidas as amostras são armazenadas no nosso laboratório.

O que fazem com as amostras de sangue recolhidas?
Em alguns casos, imortalizamo-las, o que é mais do que um termo poético. O que fazemos é isolar os glóbulos brancos de cada amostra numa centrifugadora, e depois infectamo-los com o vírus de mononucleose, que transforma as células brancas em cancerosas, isto é, torna-as imortais porque os tumores nunca morrem. Este procedimento permite ás células crescer e multiplicarem-se em qualquer momento. É possível congelá-las e descongelá-las várias vezes e continuar a trabalhar com elas. Embora o vírus transforme as células, é pouco provável que afecte os genes que irão ser submetidos a estudos posteriores. Por isso, imortalizar uma amostra de sangue é muito mais do que congelá-la. Porém, na maioria dos casos, o que fazemos é purificar o ADN do sangue ou dos tecidos e congelá-lo, sem conservar as células.

Como vê o futuro da biologia e da engenharia genética?
A tecnologia avança a passos de gigante. Actualmente, levamos semanas ou dias a fazer o que há cinco anos levava meses. Se vier falar comigo daqui a um mês, terei uma novidade com a qual não contava. Para mim, é um privilégio viver nesta época.

Texto retirado da revista Super Interessante de Dezembro de 2005

Friday, November 18, 2005

O objectivo deste blog...

Criamos este blog no âmbito de um trabalho da disciplina de biologia e para podermos divulgar os conhecimentos que possuímos sobre a manipulação genética. Neste espaço aproveitaremos também para explicitar a posição da maioria dos geneticistas em relação este tema. Esperemos que este blog seja útil para quem o consultar e que possa esclarecer as mais variadas duvidas que possam ter.

Neste blog pretendemos defender a nossa posição em relação à clonagem terapêutica. Somos geneticistas, amamos a vida, e por isso somos a favor da clonagem com fins terapêuticos e a favor do investimento em técnicas que visem o melhoramento da qualidade de vida das pessoas. Sabemos que assim poderemos salvar vidas, sabemos que assim poderemos oferecer um futuro mais risonho a toda a população.